Entenda a autossabotagem de uma vez por todas!

auto sabotagem

Alguns filhos do divórcio ou crianças que tiveram a infelicidade de passar suas infâncias assistindo os pais em seus casamentos infelizes, crescem prometendo a si mesmas que não farão o que o pai ou a mãe fizeram.

No entanto, aos 30 anos de idade, lá estão eles, sabotando seus próprios relacionamento, traindo seus cônjuges ou simplesmente exaurindo tanto seus parceiros até o ponto em que são deixados.

Mulheres terminam relacionamentos super destrutivos, dizem que odeiam o ex, mas logo estão apaixonadas por outro cara com características semelhantes ao do anterior.

Assim por diante…

O que é a auto sabotagem?

Ela é o insuportável do sucesso.

O tiro no pé.

A auto sabotagem acontece quando alcançamos situações em nossas vidas que desafiam nossas crenças internalizadas negativas a respeito de nós mesmos.

Mas onde adquirimos essas crenças que nos levam a procrastinação do nosso sucesso e ao auto boicote?

Quem sabe sua mãe que nunca fez faculdade se ressentia com você (inconscientemente, claro!), pois você ainda teria uma vida pela frente, cheia de chances de fazer o que não foi possível a ela, e então ela te dizia que você era lenta demais para aprender qualquer coisa!

Agora, no penúltimo semestre da faculdade você se sente tão abatida, incapaz de continuar, até adoece, resolve ir morar em outro lugar, tudo assim meio de supetão, de repente…

Quem sabe, você teve um pai abusivo, incapaz de se satisfazer com qualquer conduta sua, tudo que você fazia não estava bom e você continuava tentando, lutando pelo amor daquele pai.

Agora você se vê com um(a) chefe impossível de agradar…

Quem sabe, você não teve pai nem mãe, uma tia que te criou sempre reclamava que você era um peso. Agora, você se coloca em situações de risco constantemente, cria relacionamentos de dependência, não suporta estar feliz, faz algo involuntário para destruir situações que poderiam ser alegres.

Deu pra entender?

Auto sabotagem psicanalise

Aqui você está lendo sobre a auto sabotagem de uma abordagem mais psicanalítica do que comportamental, então já vou logo citar Lacan, como diria ele “somos feitos de linguagem”, “o inconsciente é estruturado como uma linguagem”.

Então algo que uma figura de poder (pais, mãe, tios, avós etc.) nos anos tão importantes da nossa formação psíquica (0 a 7 anos), será importante para a vida toda, pois associamos essa linguagem a nossa imagem no espelho, a esse ser humano que está se formando e está prestes a tornar-se um sujeito.

O tratamento e a superação da autossabotagem

A superação do ciclo da auto sabotagem seria realmente trilhar o caminho do amadurecimento, tomar consciência de si mesmo e aprender a lidar consigo. Como Freud tanto tanto ensinou com seu trabalho na psicanálise: conhecer os próprios demônios identificá-los para que eles não te surpreendam na esquina.

Quanto mais a fundo você foi nessa descoberta, quanto mais a fundo você for no seu passado – falando de tratamento e não de ficar nostálgico em casa – de descobrir aquilo que te fez mal, descobrir como você foi tratado, qual foi a linguagem usada com você, seu processo de aprendizagem, você vai ter muito mais chances de cortar todos esses ciclos de autossabotagem.

Mas é preciso muita coragem, até porque enfrentar si mesmo não é uma coisa fácil, por isso que tantas pessoas demoram tanto para crescer e se tornam esse adultos que são crianças interiores.

Quando a gente se recusa a crescer, e muitas vezes a gente faz isso porque afinal de contas é muito mais fácil você está na ficar repetindo seu círculo e colocar a culpa nos outros.

Deixando claro que, tratar crenças interiorizadas e traumas na origem da sua linguagem, não é colocar a culpa nas pessoas que te criaram e educaram, até porque elas estavam te educando a partir dos seus próprios problemas e suas próprias repetições, mas sim interpretar e solucionar, assumindo a responsabilidade por nós mesmos.

Segundo Freud a maturidade seria identificar os pontos fortes e usá-los ao nosso favor, também a capacidade de rir de si mesmo em situações difíceis.

Como reconhecer e solucionar as repetições de comportamentos destrutivos

A terapia deve ser o pilar dessa descoberta, mas é verdade que há muitas técnicas de terapia, inclusive as mais famosa hoje, que não investigam o passado. Elas lidam com o aqui e o agora, sugerem técnicas e intervenções que levam o paciente a refletir sobre as consequências de seu comportamento destrutivo.

Os pacientes conseguem sim, efetivar mudanças, pois percebem percebem as consequências de seus atos. Essas técnicas aplacam medos e atenuam problemas como a ansiedade e a depressão causada por esse ciclo.

Porém é improvável que tragam soluções definitivas para padrões e repetições de ciclos destrutivos definitivamente, uma vez que estes, estão ancorados no passado, em cenas primárias que repetimos constantemente, razões que estão no inconsciente.

Então o ideal seria a abordagem psicanalítica.

Para finalizar com Lacan, dizia ele que existe uma sabotagem natural em nós, em três instâncias: A do ver, a do tempo de compreender, o momento de concluir. Seria esse o desafio da nossa análise.

Se você gostaria de ler um livro sobre autossabotagem, indico O ciclo da autossabotagem de Stanley Rosner e Patricia Hermes, é um livro muito completo e fácil de ler!

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